Por Time Escudo
em Antivírus
-20 AGO 2026

Como funciona um antivírus e por quê é preciso usar um?

Com o avanço da tecnologia, as ameaças digitais também evoluíram. Vírus, trojans bancários, aplicativos falsos e golpes de phishing podem comprometer dados, contas e informações financeiras. Neste artigo, entenda como os antivírus funcionam, quais recursos oferecem e por que podem ser importantes para proteger celulares e computadores.

Como funciona um antivírus e por quê é preciso usar um?

Muitos acreditam que, com o avanço da tecnologia, os dispositivos modernos - especialmente os celulares - tornaram-se imunes a vírus. No entanto, o cenário de cibersegurança evoluiu de forma drástica. As ameaças atuais não se limitam apenas a danificar o sistema, mas focam em esquemas mais complexos, como roubo de identidade, sequestro de dados e fraudes financeiras.

Uma falsa sensação de segurança faz com que muitos usuários confiem apenas em manter hábitos cautelosos. Porém, com o crescimento exponencial de trojans bancários, aplicativos falsos, downloads ocultos em segundo plano, anexos disfarçados de documentos legítimos e campanhas sofisticadas de phishing, apenas o bom senso já não é suficiente. É aí que entra a necessidade de uma barreira tecnológica ativa.

Neste artigo, vamos entender como um antivírus funciona, quais recursos ele oferece e se você realmente precisa de um no seu celular ou computador.

O que o antivírus faz, na prática?

Um antivírus moderno vai muito além de simplesmente procurar por ameaças conhecidas. Ele atua como um conjunto de camadas de proteção que trabalham em tempo real para prevenir ataques antes que eles causem danos. De acordo com a Fortinet, as principais funções de um antivírus incluem:

  • Bloqueio de ameaças no momento do acesso: O antivírus impede o download ou a execução de softwares maliciosos antes que eles infectem o sistema. Isso acontece tanto ao baixar um arquivo quanto ao acessar uma página da internet.
  • Proteção contra ransomware: Ransomware é um tipo de ataque em que criminosos criptografam (bloqueiam) os seus arquivos pessoais e cobram um resgate para devolvê-los. O antivírus detecta e impede esse tipo de ação.
  • Defesa contra phishing e sites falsos: Intercepta links maliciosos em navegadores, e-mails ou mensagens SMS, protegendo suas senhas e dados bancários. Funciona como uma camada extra de proteção que identifica páginas fraudulentas antes que você insira informações sensíveis.
  • Monitoramento de comportamento: Identifica atividades suspeitas no sistema, como programas que tentam se executar em segundo plano ou acessar recursos do dispositivo sem a sua autorização.
  • Proteção de rede e Wi-Fi: Analisa a segurança da rede em que você está conectado e alerta sobre conexões públicas vulneráveis. Redes Wi-Fi abertas (como as de cafeterias e aeroportos) são alvos frequentes de ataques em que o criminoso intercepta as informações que trafegam entre o seu dispositivo e a internet.

Como a proteção funciona?

Os softwares de proteção utilizam três métodos principais para defender seus dispositivos:

  • Análise por assinatura: O antivírus compara os arquivos do seu aparelho com um banco de dados de "impressões digitais" de ameaças já conhecidas. Se houver combinação, a ameaça é neutralizada. É o método mais antigo e ainda a base da maioria das proteções.
  • Análise heurística e comportamental: Em vez de procurar apenas por ameaças catalogadas, o antivírus observa o que um programa tenta fazer. Se um arquivo desconhecido tentar alterar pastas do sistema, criptografar arquivos sem autorização ou acessar dados bancários, a ação é bloqueada automaticamente. Isso permite detectar ameaças novas que ainda não possuem uma "impressão digital" registrada.
  • Proteção em nuvem: Quando o sistema encontra um arquivo suspeito que não está no banco de dados local, ele envia uma amostra para análise remota em servidores de segurança. A resposta é gerada em segundos e a proteção é distribuída para todos os usuários daquela plataforma, criando uma rede de defesa coletiva.

Antivírus para celulares: é necessário?

O risco para dispositivos móveis é altíssimo, mas a necessidade de um antivírus depende do sistema operacional que você utiliza.

Android

Sim, é altamente recomendado. O Android é o sistema operacional móvel mais utilizado no mundo, representando quase 73% do mercado global de smartphones. Essa escala faz dele o principal alvo de ameaças. Segundo dados da Kaspersky, foram registrados mais de 33 milhões de ataques a smartphones Android somente em 2024, e os ataques de trojans bancários (malware que rouba credenciais financeiras) quase triplicaram no período, saltando de 420 mil para 1,2 milhão de casos.

O Android possui proteções integradas, como o Google Play Protect, que verifica aplicativos na instalação, e o sistema de permissões, que exige autorização para acessar câmera, microfone e contatos. Porém, essas proteções têm limites claros:

Aplicativos maliciosos dentro da própria loja oficial: Nem sempre a Play Store consegue filtrar todas as ameaças. Em 2019, pesquisadores da Avast denunciaram e o Google removeu 7 aplicativos de espionagem que estavam disponíveis para download na Play Store. Esses apps se apresentavam como ferramentas de monitoramento, mas na prática funcionavam como softwares espiões (stalkerware), permitindo rastrear a localização, ler mensagens e ouvir ligações de outras pessoas sem o consentimento delas.

Malware que se disfarça de aplicativo legítimo: Um caso recente analisado pela Intel 471 e reportado pelo TecMundo revelou o malware FvncBot, que se disfarçava de aplicativo de segurança do banco polonês mBank. Uma vez instalado, o aplicativo falso abusava dos serviços de acessibilidade do Android - recursos projetados para ajudar pessoas com deficiências visuais ou motoras - para obter controle quase total sobre o aparelho. Com isso, os criminosos conseguiam registrar tudo o que era digitado, sobrepor telas falsas aos aplicativos bancários reais e até controlar o dispositivo remotamente enquanto exibiam uma tela preta para o usuário, ocultando a fraude em andamento.

O abuso dos serviços de acessibilidade tornou-se tão grave que, em março de 2026, o Google anunciou medidas mais rígidas para restringir o acesso de aplicativos a esses recursos. A mudança dificulta que apps maliciosos usem as permissões de acessibilidade como porta de entrada para controlar o dispositivo.

Recomendações para usuários Android:

  • Instale um antivírus confiável e mantenha-o atualizado.
  • Baixe aplicativos apenas da Google Play Store.
  • Antes de instalar um app, verifique as avaliações e as permissões solicitadas. Desconfie de apps que pedem acesso a recursos que não fazem sentido para o que ele se propõe a fazer (uma calculadora pedindo acesso à câmera, por exemplo).
  • Não instale arquivos APK de fontes desconhecidas.
  • Mantenha o sistema operacional e todos os aplicativos atualizados.

iOS (iPhone)

A Apple não permite antivírus no iPhone. Essa é uma decisão de projeto da própria empresa. No iOS, cada aplicativo é executado em um espaço isolado: ele não consegue acessar os arquivos de outros aplicativos, nem varrer o sistema em busca de ameaças. Por isso, um antivírus nos moldes tradicionais - que escaneia arquivos e monitora outros programas - simplesmente não é possível nessa plataforma.

Isso não significa que o iPhone é invulnerável. Ameaças como phishing (links falsos enviados por e-mail, SMS ou WhatsApp), redes Wi-Fi inseguras e vazamentos de dados pessoais ainda afetam os usuários de iOS.

O que apps de segurança fazem no iOS? Eles atuam em áreas onde o sistema permite: bloqueiam links de phishing durante a navegação, identificam redes Wi-Fi públicas inseguras e alertam se seus dados pessoais (e-mail, senhas) apareceram em vazamentos na internet.

Como saber se um antivírus é bom?

Para avaliar a eficiência de um antivírus, a melhor opção é consultar laboratórios independentes de testes. O instituto AV-TEST, sediado na Alemanha, é uma das referências mais respeitadas do setor. Ele coloca ferramentas de segurança à prova em cenários do mundo real contra milhares de amostras diárias de malware, avaliando três critérios: a eficácia da proteção, o impacto no desempenho do aparelho e a usabilidade (ausência de alarmes falsos).

E o Windows Defender? Ele é suficiente?

Se você usa Windows 10 ou 11, o seu computador já possui um antivírus integrado: o Microsoft Defender (anteriormente chamado de Windows Defender). Ele vem ativado por padrão e oferece proteção em tempo real, firewall, defesa de rede e detecção de ameaças por assinatura e heurística - tudo isso sem custo adicional.

Para o uso cotidiano, o Defender é uma base sólida. Nos testes do AV-TEST, ele costuma alcançar notas altas em detecção de malware, mostrando que é capaz de bloquear a grande maioria das ameaças comuns.

Porém, especialistas apontam que ele sozinho pode não ser suficiente. Segundo análise do Olhar Digital, embora o Defender seja capaz de bloquear a grande maioria dos malwares, ele fica aquém em áreas como proteção contra phishing avançado, monitoramento de vazamentos de dados pessoais e proteção de navegação. A Malwarebytes também destaca que ameaças modernas - como ransomware direcionado e ataques de dia zero - estão cada vez mais sofisticadas e podem contornar as defesas nativas do Windows.

Na prática:

  • Se você é um usuário básico, mantém o sistema atualizado e não costuma baixar arquivos de fontes duvidosas, o Defender já oferece uma boa camada de proteção.
  • Se você realiza transações bancárias, armazena documentos sensíveis ou quer proteção adicional contra phishing e vazamentos de dados, vale complementar o Defender com uma solução de segurança adicional.

O mais importante é nunca ficar sem nenhuma proteção ativa. Se optar por usar apenas o Defender, certifique-se de que ele está ativado e atualizado.

Importante: Nunca utilize dois antivírus ao mesmo tempo. Eles podem entrar em conflito entre si, tornando o sistema mais lento e, paradoxalmente, menos seguro. Escolha uma solução e mantenha-a atualizada.

Utilizamos inteligência artificial para aprimorar a redação deste texto, tornando a leitura mais clara e fluida. Todo o conteúdo, no entanto, foi revisado e fundamentado em fontes que corroboram as informações apresentadas.

Confira o nosso post sobre o assunto:

Informações sobre o funcionamento de antivírus e a necessidade de utilizar um. - Imagem 1
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Fontes:

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