Por Time Escudo
em Senhas
-03 AGO 2026

Suas senhas são seguras de verdade e estão salvas num local adequado?

Segundo pesquisa da Kaspersky, 60% das senhas usadas em todo o mundo podem ser descobertas em menos de uma hora. Criar senhas fortes e guardá-las em locais seguros é essencial quando falamos de segurança digital.

Suas senhas são seguras de verdade e estão salvas num local adequado?

Durante o roubo no Louvre, no ano passado, um detalhe chamou mais atenção que o próprio crime: segundo o jornal francês "Libération", o servidor de videomonitoramento do museu usava a senha "LOUVRE". Outro sistema interno era acessado simplesmente digitando "THALES".

Se uma das instituições mais vigiadas do mundo comete um erro primário desses, vale a reflexão sobre como nós protegemos a nossa própria infraestrutura.

A matemática da segurança é muito clara. Segundo dados da "Bitwarden", um ataque de força bruta consegue quebrar uma senha de 8 caracteres (mesmo misturando letras, números e símbolos) em apenas 39 minutos. Mas se você usar uma senha com a mesma complexidade e 16 caracteres, o tempo salta para cerca de 1 bilhão de anos.

Mas como memorizar senhas exclusivas, longas e complexas para dezenas (senão centenas) de sites, aplicativos e serviços diferentes?

A saída mais comum é deixar o navegador salvar tudo. Mas essa é uma comodidade que custa caro. Navegadores não são cofres, e o histórico de vulnerabilidades deles prova isso. No Firefox (CVE-2019-11733), uma falha permitia que malwares exportassem as senhas salvas de forma muito simples. No Chrome (CVE-2026-6312 e CVE-2026-11032), sites maliciosos conseguiam burlar a segurança e ler os dados do seu preenchimento automático.

Mais recentemente, o caso do Microsoft Edge também assusta: um pesquisador descobriu que, para o preenchimento automático funcionar rápido e sem atrasos, o navegador carregava e mantinha as senhas sem criptografia direto na memória RAM, em "texto cru". Ou seja, enquanto o navegador estava aberto, suas credenciais ficavam flutuando desprotegidas na memória do computador, prontas para serem lidas por softwares maliciosos.

É por isso que adotar um gerenciador de senhas deixou de ser uma prática para usuários avançados em tecnologia. Esses aplicativos funcionam como um cofre digital real e criptografado. A regra é simples: você memoriza apenas uma única senha muito forte (a senha mestra). O gerenciador faz o resto. Ele cria, armazena e preenche credenciais exclusivas para cada site. Opções modernas, como o "Proton Pass", vão além e já preenchem até o código de autenticação em duas etapas automaticamente.

Use o navegador para navegar na internet. Para as suas senhas, use um gerenciador de senhas. Recomendados em primeiro lugar, o "Bitwarden" - por ser um projeto de código aberto, gratuito, multiplataforma e que utiliza arquitetura de conhecimento zero por padrão, em segundo lugar, o "Proton Pass" e o "Google Password Manager", em terceiro lugar.

Utilizamos inteligência artificial para aprimorar a redação deste texto, tornando a leitura mais clara e fluida. Todo o conteúdo, no entanto, foi revisado e fundamentado em fontes que corroboram as informações apresentadas.

Confira o nosso post sobre o assunto:

Dicas de senhas e gerenciadores - Imagem 1
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